Segui a paz com todos... (Hb 12:14a)
Neste texto não quero ter a obrigação de ser teologicamente contundente, ou emitir alguma opinião. É apenas uma expressão da alma e quem sabe ao destilar minha escrita o Espírito não me envolva e fale também.
Vamos falar hoje das relações humanas e da dor da alma que teima em não querer abrir espaço pra alguém.
Pois bem, dor na alma é uma das piores que existem, não te mata por fora, mas te dilui por dentro. É como se o corpo quisesse por pra fora e o jeito que ele encontra são as lágrimas. Todo o sentimento interiorizado é colocado pra fora na forma de gotas. E se essas gotas não saem, o nó na garganta vai ficando gradativamente maior até nos sufocar, por isso muitas vezes vale a pena chorar, de preferência chorar em um abraço, ainda que seja um abraço espiritual.
Como o salmista escrevia "por que te perturbas dentro de mim, alma minha?" (Salmo 42:5) muitos de nossos dias podem ser resumidos neste salmo. E cansados, corremos aos braços do Papai pedindo o Seu colo e querendo apenas um gesto de carinho. E este gesto de carinho vem, seja numa palavra, numa musica, mas como é especial o abraço de alguém, e é impressionante como temos um Pai celestial extremamente zeloso. Não somos desamparados, somos tocados por um amor transbordante, latente. As vezes, Ele é tão bom que nos deixa ser os agentes do seu amor na vida de outrem.
Precisamos muitas vezes estar mais sensíveis para perceber que não somos muros sem sentimentos, por mais que insistamos em construir barreiras entre nós e nosso próximo, e as pontes vão ficando cada vez mais empoeiradas até rangerem de tão velhas, porque não queremos dar nosso caminho para o outro com medo de sermos invadidos e machucados, esta é a verdade, preferimos os muros as estradas. Preferimos nos enclausurar a ter liberdade. Mas a solução para os dilemas existe: - Uma vereda vertical até as nuvens, e várias veredas horizontais para nos fortalecer na subida. Podemos sim andar juntos, ainda que pela dor queiramos nos afastar. Afinal de contas, quem não consegue amar uma pessoa visível, como amará um invisível, não foi isso que João disse em sua primeira carta?
Sem relacionamentos e fechados em nossa existência umbilical tudo o que conseguiremos é fazer com que o nó na garganta tome todo o corpo e aí só o milagre de uma chuva pra banhar o nosso rosto poderá nos trazer de volta. E como vemos pessoas que precisam urgentemente de uma chuva, não é mesmo?
Que o Senhor Jesus nos ajude a ponderar nossas relações e nos faça perceber através do nosso Amigo Espírito Santo que não vivemos sem as relações, apesar de nossa individualidade, a vida só faz sentido se houver alguém próximo.
Portanto, sigamos com fé, com esperança e com amor, e como constatou bem o Apóstolo Paulo no ultimo versículo do Capítulo 13 de Corintios, o amor é o maior de todos! O amor e se sentir amado cura qualquer ferida! Paz!

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